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Saúde
11 de Janeiro de 2017 ás 08:56h
Cientistas descobrem porque bebidas alcoólicas estimulam o apetite

Uma bebidinha para abrir o apetite. O famoso ditado popular acaba de ganhar respaldo científico. Pesquisadores do Reino Unido realizaram experimento que mostra como a substância embriagante estimula um grupo de neurônios responsáveis pela fome, fazendo, inclusive, com que se exagere na alimentação. Apresentada na última edição da revista britânica Nature Communications, a pesquisa foi conduzida com ratos e, apesar dos resultados iniciais, pode ajudar a entender por que o consumo de álcool pode levar a excessos alimentares e ajudar no desenvolvimento de formas de intervenção.

A relação entre pessoas que bebem muito álcool e comem exageradamente intriga especialistas, que sabem pouco sobre os mecanismos biológicos que associam os dois comportamentos. “Foi recentemente demonstrado por outras pesquisas que neurônios ligados à saciedade promovem a alimentação quando são induzidos por canabinoides, substâncias presentes em plantas como a maconha. Mas, até onde sabemos, os efeitos do álcool no centro de alimentação do cérebro não tinham sido explorados”, explica Craig Blomeley, um dos autores do estudo e pesquisador do instituto The Francis Crick, no Reino Unido.

No experimento, Blomeley e os colegas simularam um “fim de semana alcoólico”. Os roedores receberam doses equivalentes a 18 porções individuais de bebida alcoólica, durante três dias. A ingestão levou ao aumento significativo no consumo de alimentos, comparado aos ratos do grupo de controle, que não tomaram o álcool. Por meio de análises minuciosas, os investigadores observaram que uma conexão de neurônios que provoca a fome, a AGRP, foi ativada nas cobaias que tiveram contato com bebidas alcoólicas. “Neurônios AGRP estão localizados em um núcleo do hipotálamo chamado arcuate e expressam o neuropeptídeo NPY, que atua aumentando a fome, diminuindo o metabolismo e o gasto energético. É um dos mais potentes e duradouros estimulantes do apetite”, detalha Blomeley.


Redação com revista britânica Nature Communications

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