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FILME DE TERROR PRODUZIDO NA PARAÍBA FALA SOBRE RACISMO É EXIBIDO NO DF

Publicado em 20/09/2017

Reprodução

O 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro já está a pleno vapor desde sexta-feira (15), mantendo sua tradição de abrir espaço para a produção mais experimental do audiovisual brasileiro, além de funcionar como uma vitrine do que a cena nacional está preparando para 2018.

No meio dessa lista, há novidade vinda da Paraíba. Os cineastas Ramon Porto Mota, Jhésus Tribuzi e Ian Abé, da produtora Vermelho Profundo, se uniram ao mineiro Gabriel Martins e produziram O Nó do Diabo, longa-metragem que será exibido nesta quarta-feira (20) dentro da programação oficial da mostra competitiva.

O filme se passa em um engenho na Paraíba e mostra os ecos da escravidão em momentos históricos distintos. No elenco, Fernando Teixeira, Zezé Motta, Isabél Zuaa, Cíntia Lima, Edilson Silva, Yurie Felipe da Silva e Everaldo Pontes. A locação é especial: o Engenho Corredor, em Pilar, local onde o autor paraibano José Lins do Rego nasceu e que serviu de inspiração para que ele escrevesse livros clássicos da nossa literatura como Menino de Engenho. A história é dividida em cinco partes. A explicação para isso é uma questão pragmática: originalmente, O Nó do Diabo era uma série para a televisão. "Nós inscrevemos esse projeto em um edital da EBC para exibição de produções audiovisuais brasileiras na TV aberta.

Com o golpe, o projeto foi desmantelado e não sabemos se esse modelo ainda será implementado", explica o diretor, em entrevista ao CORREIO. Como solução, eles optaram por reeditar o projeto em formado de longa-metragem e exibir em festivais. A ideia é que o filme seja exibido no circuito comercial em 2018, mas tudo vai depender de sua trajetória. “O problema da distribuição do cinema do Brasil é grande, não há nada certo ainda, mas esperamos que essa nossa passagem por festivais possa chamar a atenção dos distribuidores”, pontua Ramon.

Por ter sido pensada como uma obra a ser exibida na TV aberta, O Nó do Diabo tem a pretensão de dialogar com grandes públicos. “É uma linguagem voltada para quem consome TV aberta, que consiga dialogar com o público que vê novela, por exemplo. Claro que estamos tratando de assuntos urgentes e profundos e é um filme de gênero, mas há sim a vontade de conversar com um público amplo. Se conseguiremos, não sei, mas essa foi nossa intenção”, completa o cineasta.


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