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Cinema e TV
15 de Outubro de 2017 ás 11:43h
ANTOLÓGICA SÉRIE ‘COSMOS’ GANHA EDIÇÃO INÉDITA EM DVD NO BRASIL

Ainda hoje quando se fala no espaço e em seus mistérios, o nome de Carl Sagan é quase sempre lembrado. Sua série Cosmos, de 1980, formou uma geração de apaixonados pela ciência, sua história, suas perguntas, seu futuro. A série original está de volta, com seus 13 episódios lançados em DVD, em uma edição digipack da Obras-Primas do Cinema.

O novaiorquino Sagan foi um astrofísico que escreveu vários livros, mas sua obra mais conhecida acabou sendo Cosmos. Nela, o astrônomo lidava com conceitos complexos sobre a vida e o universo, mas em um diálogo com as pessoas comuns, em casa. Seu formato foi revivido em 2014 por uma nova série Cosmos, agora apresentada pelo astrofísico Neil deGrasse Tyson.

Sagan foi o apresentador e co-produtor da série, junto com a esposa, Ann Druyan, e co-roteirista com Druyan e Steven Soter. Sua narração não se limitava a passar informação: ele também especulava, fazia suposições, convidava o público a imaginar e questionar junto com ele. Para isso, usa elementos como uma nave da imaginação, o calendário cósmico (que concentrava a história do universo em um ano simbólico) e reconstituições com atores de momentos importantes da história da ciência.

Cosmos foi filmada ao longo de três anos, em quarenta locais de 12 países diferentes. Foi o programa mais assistido da PBS, emissora pública americana, até 1990. Ainda é recordista em exibições pelo mundo entre os programas do canal: mais de 60 países, com mais de 500 milhões de espectadores. O livro baseado na série é um dos mais vendidos no mundo sobre a ciência.

O pensamento humanista de Sagan e seu convite à filosofia influenciaram multidões de jovens mentes que não precisaram se tornar cientistas por causa da série, mas certamente se abriram para os mistérios do universo e da nossa presença nele.

Série ganhou nova versão. Cosmos marcou também pelos efeitos especiais. Até então o maior número já usado para um documentário. No segundo episódio, por exemplo, Sagan caminha pelo que teria sido a Biblioteca de Alexandria, no Antigo Egito. Outro marco é a trilha sonora, que usa a música do compositor grego Vangelis. Ele logo marcaria também o cinema, com as trilhas de Carruagens de Fogo (1981) e de Blade Runner, o Caçador de Andróides (1982).

A coleção em DVD não traz um episódio extra filmado em 1989, para o lançamento da série em VHS: Ted Turner entrevistando Carl Sagan. Mas traz os epílogos de Sagan, que atualizam as informações de Cosmos no final de cada episódio, nove anos após o lançamento original. Como diz a introdução de Ann Druyan, é impressionante o quanto a série se mantém atual em suas informações e indagações.




Versão de 2014. Carl Sagan morreu em 1996, aos 62 anos. Em 2011, foram anunciados os planos para uma sequência da série. E três anos depois, o novo Cosmos foi lançado, com Neil deGrasse Tyson, o mais popular astrofísico dos dias de hoje. Tyson segue o mesmo estilo de Sagan, unindo informação, indagações, especulações, e uma visão humanista do espaço e da ciência. A série aproveita os efeitos especiais de possibilidade virtualmente infinita de hoje para grandes viagens visuais e, naturalmente, atualiza alguns temas. E voltam a nave da imaginação e o calendário cósmico. E as recriações de momentos do passado passam a ser em animações.




A produção da série é novamente de Ann Druyan e Steven Soter, com Seth McFarlane (isso mesmo: o criador de Uma Família da Pesada). No Brasil, a série estreou nos canal pago NatGeo e está disponível na Netflix. A essência é a mesma, o que torna ambas as versões, de 1980 e 2014, fascinantes. “O que a maioria das pessoas mais se lembra da série original é o esforço de se apresentar ciência de uma forma que tenha significado para você que possa influenciar sua conduta como um cidadão da nação e do mundo- especialmente do mundo”, disse Tyson, pouco antes do lançamento da série de 2014.

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Por: Correiodaparaiba
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