Araruna-PB, Sábado, 18 de Novembro de 2017
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Saúde
14 de Novembro de 2017 ás 07:32h
Pé diabético é principal causa de amputação; veja onde e como tratar a doença
Dois locais são referências no tratamento do pé diabético, o Hospital Edson Ramalho e o CAIS de Jaguaribe

A amputação é uma das principais consequências da diabetes, uma doença que atinge mais de 16 milhões de pessoas em todo o Brasil. Quando a doença acomete os pés do paciente – o aparecimento de dor, tumor plantar ou febre são algumas características de que o membro está infectado – é chamado de pé diabético. Para garantir o atendimento a essas pessoas, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) dispõe de um ambulatório do pé diabético, que é referência no cuidado das lesões nos membros inferiores dos pacientes.

 

para ser atendido no ambulatório, o usuário deve antes procurar a Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima de sua residência para avaliação e encaminhamento. É necessário estar portando documento de identidade, CPF, comprovante de residência e o Cartão SUS. O serviço funciona no Cais de Jaguaribe, que está localizado na Rua Alberto de Brito, s/n. O atendimento acontece de segunda a sexta, das 7h às 11h e das 13h às 17h. 

De acordo com a Secretaria de Saúde da Paraíba, 5,3% dos paraibanos têm diabetes, o que representa 211.968 pessoas. Somente em João Pessoa, a estimativa é de 4,7% da população, composta por 38.145 pessoenses diabéticos. Nesta terça-feira (14), é comemorado o Dia Mundial da Diabetes e um dos principais problemas causado pela enfermidade é o chamado pé diabético, que culmina na amputação. Dois locais são referências no tratamento deste tipo de consequência no estado, o Hospital Edson Ramalho e o CAIS de Jaguaribe. 

De acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), cerca de 1 milhão de pacientes desenvolverão úlceras e 200 mil precisarão passar por amputações, das quais cerca de 40 mil levam o indivíduo a óbito em todo Brasil. 

O risco de um pessoa com diabetes sofrer uma amputação é 25 vezes maior do que o de um indivíduo sem a doença, sendo que cerca de 10% dos pacientes podem sofrer amputação de membros inferiores, causados pelo pé diabético – infecção, ulceração ou qualquer tipo de destruição dos tecidos dos pés.

O médico endocrinologista João Modesto Filho listou uma série de cuidados que o paciente com diabetes deve ter para evitar o pé diabético. Segundo ele, é importante que a pessoa use sapatos confortáveis, evite andar descalço, faça uma completa higienização das unhas e enxugar bem entre os dedos dos pés, além de fazer anualmente testes para saber como estão os pés.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 40% e 70% de todas as amputações das extremidades inferiores estão relacionadas ao diabetes, sendo que 85% delas são precedidas de uma ulceração nos pés. “Se essas lesões fossem evitadas ou tratadas adequadamente na fase inicial seria possível impedir a perda do membro, por isso é tão importante a prevenção e o controle do diabetes”, esclarece o presidente da Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD), Dr. Fadlo Fraige Filho 

O problema, no entanto, é muito mais grave, pois de 15% a 19% dos pacientes submetidos a uma amputação não sabiam que tinham diabetes e foram diagnosticados apenas quando a lesão se tornou crônica e complexa. Um em cada dois portadores de diabetes não sabe que tem a doença. 

As taxas de amputação podem ser reduzidas em mais de 50% se forem tomados cuidados simples, como controlar a glicemia, inspecionar pés e calçados e visitar o médico regularmente, como foi apontado pelo endocrinologista João Modesto. Universidade de Guarulhos, Viviane Carvalho.

Considerado uma ferida complexa – lesão aguda ou crônica que geralmente não cicatriza espontaneamente –, o pé diabético é um problema vascular grave e na maioria dos casos exige uma abordagem multidisciplinar. Embora ainda sejam pouco difundas, estão disponíveis no mercado soluções inovadoras para tratar feridas complexas, como curativos avançados com propriedades antimicrobianas, antiodor, regenerativa ou hidratante, que favorecem a cicatrização.

Também existem tecnologias que podem ser utilizadas no ambiente hospitalar ou no tratamento domiciliar. A terapia por pressão negativa, que utiliza a pressão controlada e localizada sobre a lesão por meio de um curativo de espuma coberto por uma película e ligado a um sistema de drenagem, atua juntando as bordas da ferida, retirando o excesso de líquidos e promovendo a formação de tecidos. Já a câmara hiperbárica usa oxigênio com pressão acima da pressão ambiente para ajudar a tratar vários tipos de lesões que não cicatrizam.

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