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Ciência e Tecnologia
16 de Novembro de 2017 ás 08:45h
Anunciada a descoberta de novo planeta suscetível de ter vida

Um  novo planeta acaba de ser adicionado à lista ainda restrita de bons candidatos para a busca de sinais de vida além do nosso Sistema Solar, anunciou nesta quarta-feira (15) o Observatório Europeu Austral (ESO).

Este último planeta, chamado Ross 128b, foi descoberto em torno de uma estrela na constelação de Virgem, localizada a apenas 11 anos-luz do Sistema Solar (um ano-luz equivale a 9.460 bilhões de km) da Terra.

"Ross 128b está muito próximo, o que nos permitirá observá-lo com um telescópio, como o E-ELT que está em construção para 2025", explicou à AFP Xavier Bonfils, astrônomo do CNRS no Observatório das Ciências do Universo de Grenoble.

Detectado pelo espectrógrafo HARPS, instalado no telescópio de 3,6 metros do ESO no Chile, o planeta orbita em torno de uma estrela anã (Ross 128) em 9,9 dias.

De acordo com os pesquisadores, Ross 128b é suscetível de abrigar sinais de vida: tem uma massa semelhante à da Terra (1,35 mais maciça) e "sua temperatura superficial também pode ser próxima da Terra", o que significa que poderia ser compatível com a presença de água no estado líquido, essencial para a vida tal como a conhecemos.

Além disso, este novo planeta orbita em torno de uma estrela "calma", o que possibilita uma atmosfera que resiste aos ventos e erupções estelares.

A equipe de Xavier Bonfils aguarda ansiosamente para que o Telescópio Gigante Europeu E-ELT (European Extremely Large Telescope) do ESO, em construção no Chile, entre em serviço para estudar Ross 128b mais precisamente e descobrir se ele realmente possui uma atmosfera adequada à vida e se sua densidade é suficiente para proteger o planeta da sua estrela (principalmente da incidência de raios-X).

A presença de uma atmosfera representa "o grande mistério para todos os exo-Terras (exoplanetas cuja massa é próxima da Terra) detectados até hoje", observa Xavier Bonfils.

Um mistério que, para os planetas candidatos menos distantes da Terra, poderia ser revelado com a chegada de uma nova geração de telescópios.

Após esta etapa, será preciso definir se esta atmosfera contém vestígios de oxigênio, de água ou metano, intimamente relacionados com a vida.

G1 

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