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Cristiano Ronaldo deveria estar preso por crime fiscal, entende o fisco espanhol
Astro português do Real Madrid responde processo na Espanha por conta da evasão de 14,7 milhões de euros

Publicado em 26/12/2017

Reprodução

AS.com
Cristiano Ronaldo responde processo de fraude fiscal na Espanha

O astro português Cristiano Ronaldo deveria estar preso por conta da alegada fraude fiscal de 14,7 milhões de euros (R$ 58 milhões). Pelo menos este é o entendimento de Caridad Gómez Mourelo, mulher responsável pela unidade central de coordenação do Tesouro espanhol especialista em crime fiscal, em declarações dadas ao Tribunal de Primeira Instância de Pozuelo de Alarcón, que trata o caso do jogador do Real Madrid.

Para Caridad, existem contribuintes presos na Espanha por crimes similares ao de Cristiano Ronaldo e com valores muito mais baixos. "Sinceramente, temos pessoas na prisão por terem deixado de pagar bem menos, como 125 mil euros", disse a moça perante o especialista do tribunal na sessão no último dia 7 de dezembro, segundo informações do jornal "El Mundo".

Ela também disse que "a falta de declaração" ao fisco do jogador português, com taxas e juros de mora, representa uma "quantia importantíssima" e que CR7 cometeu evasão fiscal de forma voluntária. O atleta, segundo Caridad, recorreu a "laranjas e paraísos fiscais" para tributar os seus direitos de imagem.

As acusações

O astro português do Real Madrid, eleito recentemente o melhor jogador do mundo, é acusado também de promover a opacidade - que é a ausência de transparência - por recorrer a uma empresa nas Ilhas Virgem britânicas designada de Tolin. O fisco espanhol admite que Cristiano Ronaldo é um "contribuinte importante em termos de quantidade e pelo seu impacto midiático". 

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No total, CR7 é acusado da prática de quatro crimes de fraude fiscal e que teriam deixado em falta 14,7 milhões de euros de impostos na Espanha entre 2011 e 2014. O jogador já negou as acusações várias vezes e se recusa a chegar a acordo com a Justiça espanhola. Em meados de outubro, a defesa do jogador considerou a acusação como "inconsistente" e "sem fundamental algum".

Na base da acusação estão os direitos de imagem que Cristiano Ronaldo recebeu do Real Madrid desde 2009 e que desde 1º de janeiro de 2010 é considerado residente fiscal em Espanha. 

Globo Esporte 


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