Araruna-PB, Domingo, 21 de Janeiro de 2018
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Sexo e Relacionamento
07 de Janeiro de 2018 ás 21:08h
É verdade que mulheres procuram homens feito o pai para se relacionar?

É provável que você já tenha ouvido falar na teoria de que as mulheres procuram parceiros parecidos com seus pais. A semelhança que corre esse mito (ou será verdade?) vai além de características físicas e passa por aspectos emocionais e da personalidade dos homens em questão.

De acordo com as especialistas entrevistadas pelo UOL, essa visão vem da psicanálise e é relacionada à teoria freudiana do Complexo de Édipo, que descreve os sentimentos de um menino pela mãe e ciúme e raiva em relação a seu pai --chamado de Electra, na versão feminina.

"Mas, mais do que isso, essas coincidências têm a ver com a função paterna (e também materna) na vida do indivíduo. A qualidade da interação desses relacionamentos familiares primários podem influenciar sobre como aquela pessoa vai formar relações de amor na vida adulta", explica Iracema Teixeira, psicoterapeuta especialista em sexualidade.

Iracema lembra que alguns estudos mencionam o imprinitingsexual, visto em espécies animais que moldam suas preferências com base no comportamento que observaram na infância.

"Quando determinadas experiências são transferidas para a raça humana, no entanto, é complicado ler resultados porque somos atravessados por aspectos culturais."

Para a psicóloga e terapeuta sexual Arlete Gavranic, é natural que, de forma inconsciente, busquemos no outro sinais que reflitam confiança e admiração.

"Sempre vamos nos sentir mais atraídos por características que nos foram confortáveis na infância e transmitiram amor. Não necessariamente nos lembram o pai, mas um padrasto, um avô.... E, muitas vezes, identificar a semelhança com essa figura paterna pode fazer crescer o vínculo de apreciação."

A rejeição também tem seu lugar

Também pode acontecer o contrário. Afinal, quem nunca viu um caso de uma relação de pai e filha desgastada que fez a frase "Não quero isso para mim!" ser disparada por aí?

"O grande desafio é encontrar as próprias referências e expectativas. Muitas vezes, mesmo quando é vigente o desejo de não repetir o comportamento do casamento dos pais, por exemplo, ele se mantém", fala Iracema.

O importante, segundo as especialistas, é não rotular ou definir como deve ser uma relação amorosa ou a busca por ela. "Algo parecido sempre pode haver. Os dois são muito corretos ou fanáticos por determinado esporte. Mas relacionamentos são dinâmicos e devem acompanhar as mudanças de cada ciclo", conclui Arlete. 

UOL 

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