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'Injeção do orgasmo' promete mais libido e prazer à mulher: veja como funciona e preço

Publicado em 04/02/2018

Reprodução

Seja por menopausa, estresse ou mudanças fisiológicas, algumas mulheres sentem dificuldade em ter orgasmos, o que abala negativamente o sexo e a autoestima.

 

Um método surpreendente promete acabar com isso e devolver a vitalidade sexual: orgasm shot (em tradução livre, injeção do orgasmo), ou simplesmente O-Shot.

 

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O-Shot: tratamento para libido


Segundo o cirurgião íntimo João Brito Jaenisch, pioneiro na aplicação da técnica no Brasil, a injeção consiste em plasma rico em plaquetas (PRP), substância que é utilizada desde a década de 1940 em tratamentos odontológicos e ortopédicos, mas que ganhou uma nova aplicação com o cientista norte-americano, Charles Runels.

 

"Ele descobriu o tratamento após testá-lo em sua namorada e, então, o patenteou como O-Shot", explica.

 

Para quem serve?


O especialista explica que o procedimento é voltado a mulheres com falta de libido, disfunções do orgasmo, dor ou incômodo durante relação sexual, incontinência urinária e atrofia ou ressecamento da mucosa íntima (comuns na menopausa).

 

Como é feito?


 

Sem preparo ou jejum específico, a paciente tem 10 ml de seu sangue extraído e colocado em uma centrífuga que separa o plasma, que é a parte líquida do sangue.

 

Em seguida, o material é misturado ao cálcio, que ativa as plaquetas, responsáveis pela cicatrização e reparação de tecidos.

 

A aplicação é simples: após usar um anestésico tópico, o liquido é injetado no ponto G - que, segundo o médico, fica 1 cm abaixo da uretra -, no clitóris e nas glândulas de Skene - cuja função é promover a lubrificação e ejaculação feminina.

 

O procedimento dura cerca de 20 minutos e, por ser minimamente invasivo, não requer repouso.

 

Dói?

 


Segundo o cirurgião íntimo, a mulher recebe um anestésico e as aplicações são feitas por uma agulha de insulina, que tem calibre menor, o que reduz o incômodo a uma simples queimação.

 

Efeitos do O-Shot


 

"A partir da terceira semana após a aplicação, a região genital é estimulada a produzir novas células e ativar glândulas, recuperando a libido e normalizando a secreção vaginal", esclarece o cirurgião íntimo João Brito Jaenisch.

 

Como efeito secundário, a mulher pode sentir hiper-excitação, que é amenizada após algumas semanas.

 

Esse processo se mantém por aproximadamente dois meses, quando é necessário realizar uma sessão de reforço. "As pacientes relatam até 80% de melhora e algumas, inclusive, passam a ter orgasmos múltiplos", explica.

 

É definitivo?


Fotos: Reprodução

 

O efeito do tratamento é reduzido com o passar do tempo, durando de 1 ano e meio a 3 anos, dependendo do perfil da paciente. Por exemplo, se ela estiver na menopausa e sua produção hormonal for menor, durará menos e, portanto, terá que reaplicar mais cedo.

 

É seguro?


O cirurgião íntimo ressalta que o O-Shot não tem taxa de rejeição ou efeitos colaterais graves pelo fato de o conteúdo aplicado ser próprio da paciente. Apesar disso, a aplicação não é recomendada em mulheres com infecções, câncer vaginal, doenças sexualmente transmissíveis ou outros problemas íntimos ou sistêmicos.

 

Já a ginecologista Marisa Patriarca, chefe do setor de climatério do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, afirma que não há estudos que comprovem a eficácia ou segurança do método.

 

"Essas injeções não são recomendadas pelas sociedades médicas porque não há trabalhos a respeito delas, assim como não há evidências científicas conclusivas de que o ponto G exista", contrapõe.

 

Preço do O-Shot


O valor da aplicação é padrão no mundo todo, segundo estipulado pelo criador da técnica: duas sessões de O-Shot custam de US$ 1.200 a US$ 1.500, o equivalente a R$ 3.800 a R$ 4.800.

 

Vix.com


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