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Bloco do MST arrasta centenas de foliões em Olinda em defesa do Lula

Publicado em 13/02/2018

Reprodução

Toda segunda feira de carnaval, o Bloco do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) sai às ruas. Esse ano o tema foi “Lula Guerreiro do Povo Brasileiro” pelas ladeiras de Olinda (PE). Ao lado dos já conhecidos bonecos gigantes de Che Guevara e Hugo Chávez, o boneco do ex-presidente ganhou a simpatia dos foliões e dos que assistiam o bloco.

Essa é a 18ª edição do bloco, que existe desde 2000. Fora o bloco, uma barraca montada pelo movimento no Polo Erasto Vasconcelos, no Fortim, vende comidas, bebidas e tem música todos os dias. O tema desse ano decidido pelo movimento é uma forma de movimentar a conjuntura política nos dias da folia. “O bloco, como também a barraca são um espaço para reunir a militância e a cada ano. A gente trabalha um tema que tem a ver com a conjuntura e o momento político. Lula é efetivamente a liderança que tem condições de construir no ano de 2018 a luta contra o golpe, por isso estamos esse ano defendendo a democracia e o direito de Lula ser candidato”, afirma Jaime Amorim, dirigente do movimento.

Por onde passava, o bloco despertava reações diversas dos foliões. Na rua do Bonfim, conhecida como um dos pontos mais elitizados do Carnaval algumas pessoas contrárias ao tema do bloco se manifestavam com xingamentos e ofensas. Num momento, uma pessoa que gritava “Bolsonaro 2018” tentou agredir as pessoas que passavam com o bloco, mas a reação dos foliões foi pacífica e não houve enfrentamento.

A maioria das pessoas manifestava apoio, fazia a letra L com os dedos ao ritmo das marchinhas e mesmo quando a multidão que seguia o bloco parava de cantar, era das ruas que vinham o incentivo para seguir com as palavras de ordem e musicas a favor de Lula. Ícaro Rodrigues veio do Natal, no Rio Grande do Norte para curtir a folia em Olinda e era uma das pessoas que seguia o coro “O tema é o melhor possível. É importante mostrar que o povo está com ele e acredito que essa é uma das maneiras que temos de mostrar a nossa opinião e mostrar as falhas na justiça brasileira, já que não tem prova nenhuma para condená-lo”, declara o folião.

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O bloco seguiu pelas ladeiras junto com outros blocos organizados pelo movimento feminista, o “Alô Frida”, de Mossoró, e o “Assim falou Estamira”, organizado pelo Núcleo Estadual da Luta Antimanicomial Libertando Subjetividades. No fim do trajeto, os blocos se juntaram na barraca do MST e adentraram a noite curtindo a folia no Polo Erasto Vasconcelos.

Brasil 247


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