Araruna
DE OLHO EM 2020: as perspectivas de candidatos à Câmara Federal que não se elegeram em outubro, Benjamin Maranhão estar entre eles

Publicado em 04/11/2018 12:10 - Atualizado em 04/11/2018 12:10

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Mesmo sem lograr êxito em suas campanhas à Câmara Federal, alguns nomes que disputaram as eleições de outubro com vistas ao legislativo, saíram fortalecidos e com ótimas perspectivas para futuros desafios nas urnas. São candidatos que não conseguiram vencer, mas que tiveram uma boa votação em suas bases eleitorais.

O ex-deputado Leonardo Gadelha (PSC) era um dos nomes fortes para compor a bancada paraibana, mas não obteve sucesso em sua empreitada. Ele conseguiu mais de 60.000 votos, tendo sido bem votado na região de Sousa, base eleitoral dele. O resultado do pleito em 2018 o credencia para uma possível disputa à Prefeitura de Sousa no próximo ano, e isso já foi manifestado por algumas pessoas ligadas ao deputado.

Esposa do deputado federal e senador eleito Veneziano Vital do Rego, Ana Cláudia Vital (Podemos) obteve pouco mais de 49 mil votos em sua primeira disputa eleitoral. Apesar do insucesso nessa primeira empreitada, ela já é tida como um dos nomes que podem figurar na disputa municipal de 202o em Campina Grande, onde seu marido detém um eleitorado fiel e que sente saudades da época em que ele era prefeito.

A vereadora Eliza Virgínia (Progressistas) também não conseguiu se eleger, mas recebeu surpreendentes 44.370 votos oriundos de várias regiões da Paraíba. A parlamentar ficou na primeira suplência do seu partido. Apesar de não eleita, sua votação demonstrou que o nome dela vem ganhando força, especialmente entre os eleitores dos segmentos evangélico e conservador. Após o pleito, já especula-se que ela poderá vir a disputar a prefeitura de uma cidade na região metropolitana. Se não, facilmente conseguirá uma reeleição na Câmara Municipal de João Pessoa.

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Outro nome que figura como possível candidato à Prefeitura de Campina Grande é o do jovem deputado Bruno Cunha Lima (Solidariedade), tido como uma ‘revelação’ da política. Ele também não venceu em 2018, mas saiu-se bem para uma disputa federal de primeira viagem. Obteve mais de 44 mil votos e já começa a ser lembrado como candidato natural à disputa municipal na Rainha da Borborema, mesmo negando publicamente que já esteja pensando nessa questão.

 O ex-deputado e vice-prefeito da capital, Manoel Júnior, é visto como um candidato natural à Prefeitura de Pedras de Fogo nas eleições de 2020. Após passar por alguns conflitos partidários e indefinições políticas antes da eleição, chegando a se lançar candidato ao Senado, Manoel Júnior foi candidato a deputado federal mais uma vez, porém não conseguiu aglutinar suas bases a tempo e não se elegeu, obtendo pouco mais de 30 mil votos. Agora o caminho para Pedras de Fogo está livre para ele.

Benjamin Maranhão, sobrinho do senador José Maranhão (MDB), obteve mais de 45 mil votos, e assim como o tio não se elegeu. Ele é visto  como um nome natural à disputa pela cidade de Araruna na próxima eleição municipal. A cidade é a base política de toda sua família, e foi governada até bem pouco tempo por Wilma Maranhão, que é irmã de José Maranhão. Ele é uma liderança jovem da família e pode pode retomar o poder local.

Emerson Machado (Avante), o repórter conhecido como ‘Mofi’, era um dos favoritos à Câmara Federal, mas não obteve uma quantidade de votos suficiente para chegar ao poder: apenas 33 mil. Uma das opções que ele tem pela frente é a disputa por alguma prefeitura ou até mesmo por uma vaga na Câmara Municipal de João Pessoa.

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O caminho para a Câmara Municipal pode ser também o do Bispo José Luiz (PRB), que já é vereador e poderá concorrer à reeleição em 2020. Ele tem um eleitorado cativo, especialmente entre membros da Igreja Universal do Reino de Deus. Em outubro ele obteve 27 mil votos.

Questionados pela reportagem do Polêmica Paraíba e pela imprensa de maneira geral, esses nomes negam que já estejam se articulando para uma disputa municipal em 2020. À reportagem, Leonardo Gadelha defendeu a reoxigenação da política e acrescentou que a discussão sobre 2020 é ‘extremamente prematura’. Ele disse que ‘não fecha a porta para essa possibilidade’, porém acrescentou que ‘não trara isso como prioridade’ nesse momento.

O deputado Bruno Cunha Lima considera que essa discussão é natural, já que obteve uma boa votação em Campina Grande. De acordo com ele, a especulação é natural, mas politicamente falando a discussão é um ‘desserviço’. ‘As pessoas precisam de algum avanço político, desarmar os palanques para fazer de 2019 um ano de avanços e de algumas reformas que precisam ser feitas’, defendeu. O deputado, no entanto, não descartou a hipótese: ‘Pelo contrário, vejo com bons olhos, mas vamos deixar isso mais para a frente’, pontuou.

De igual modo, Ana Cláudia Vital disse que ‘ainda não é o momento de discutir esse cenário’, mas reconheceu que ‘ser prefeito ou prefeita de Campina Grande é uma honra para qualquer um de seus filhos ou filhas’. A ex-candidata também afirmou que o processo eleitoral de 2018 foi ‘um grande aprendizado, que reservou grandes surpresas nos resultados obtidos nas urnas’, pontuou.

Nos bastidores, a vereadora Eliza Virgínia não admite, mas revela que tem recebido o apelo de diversas lideranças da região metropolitana para que ela se lance como candidata à prefeita, mas não há nenhuma decisão nesse sentido tomada por parte dela, que atualmente está focada em assuntos do legislativo municipal em João Pessoa.