Ciências
EUA e China negociam exploração da Lua, diz Nasa

Publicado em 19/01/2019 14:55

Reprodução

As agências espaciais americana e chinesa estão negociando a exploração da Lua, segundo informou a Nasa nessa sexta-feira (18). O Congresso dos Estados Unidos está receoso com a transferência de tecnologia para o país asiático.

 

Pelo Twitter, o responsável pelas atividades científicas da Nasa, Thomas Zurbuchen, disse nessa sexta-feira (18) que a agência espacial tinha "conversado com a China" para realizar observações por satélite do pouso da sonda chinesa Chang'e 4, que está no lado oculto da Lua, em 3 de janeiro.

O diretor-adjunto da missão chinesa à Lua, Wu Yanhua, revelou em coletiva de imprensa que a China deu à Nasa a latitude, a longitude e o horário previsto do pouso da sonda, para que pudesse observar este acontecimento.

A Nasa proporcionou a órbita prevista pelo LRO, mas o satélite não pode estar no lugar adequado no momento exato. A agência americana disse que queria observar a nuvem de poeira provocada pelo impacto do pouso.

- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -

"Por diferentes razões, a Nasa não foi capaz de ajustar a órbita do LRO para que estivesse em uma posição ótima para observar o pouso, mas a Nasa ainda está interessada na possibilidade de detectar a nuvem muito tempo depois do pouso", informou.

 

Como explica a 'France Presse', estas observações são importantes para futuras missões à Lua, como a construção de uma estação na órbita lunar até 2026.

 

Contudo, segundo uma lei norte-americana, é proibida qualquer cooperação espacial com a China que implique "uma transferência de tecnologia, dados ou qualquer informação que tenha implicações na economia ou na segurança nacional". A regra foi aprovada como represália a ciberataques atribuídos a China, em 2011.

A Nasa garante que a cooperação foi realizada de acordo com "as diretrizes do governo e do Congresso", além de ter sido "transparente, recíproca e benéfica mutuamente".