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Comércio deve abrir 250 de vagas temporárias

Publicado em 28/10/2019 10:19

Reprodução

Pesquisa realizada em todo o país pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) estima que pelo menos 103 mil vagas deverão ser abertas até dezembro. Em Campina Grande a estimativa é que neste ano, essa modalidade de contratação alcance 250 novos postos de trabalho.

Algumas lojas do comércio de Campina Grande já iniciaram as contratações temporárias no mês de outubro, porém, a previsão é de que a partir do mês de novembro o número vagas disponibilizadas seja ainda maior, por conta do pagamento da primeira parcela do 13º salário, que costuma aquecer as vendas e injetar dinheiro na economia local. O pico das contratações deve acontecer no início de dezembro, com as festas de fim de ano.

 Retomada das contratações anima varejo

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), no mês de setembro, Campina Grande voltou a apresentar dados positivos no que diz respeito à geração de empregos. Ao longo do último mês 811 vagas de trabalho com carteira assinada foram abertas na cidade, sendo 131 destas somente no comércio. Este é o melhor resultado no acumulado do ano.

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Empresários confiantes na economia

A pesquisa da CNDL e do SPC Brasil mostrou ainda que 41% dos empresários consultados acreditam que a retomada da economia, que se mostrou positiva no segundo semestre, refletirá no aumento das vendas, um aumento de 30% em relação a 2018.

CDL irá promover campanha Natal de Prêmios

Para incentivar ainda mais as compras no período natalino, a CDL de Campina Grande promove, no mês de dezembro, a campanha “Natal de Prêmios Raspe e Ganhe”, que já está formatada e sendo comercializada. A ação promocional acontece de 10 a 30 de dezembro e traz para o comércio da cidade um novo formato de premiação. Serão raspadinhas com prêmios em dinheiro que poderão ser retirados instantaneamente na própria CDL, além do sorteio de um carro 0km.

Volume médio de dívidas é de R$ 5.563; 44% das empresas negativadas atuam no comércio. Região Sul puxa alta de atrasos, com avanço de 6,37%

O volume de empresas negativadas continua crescendo, embora a taxas menores em relação ao período mais crítico da crise econômica. De acordo com o Indicador de Inadimplência de Pessoas Jurídicas, calculado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), a alta foi de 4,14% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Apesar do aumento da inadimplência, os dados mostram que houve um pequeno recuo na quantidade de dívidas em atraso no nome de pessoas jurídicas: 0,38%.

Considerando os resultados por região, todas apresentaram crescimento no número de empresas inseridas no cadastro de negativados. Destaque para o Sul, que puxou a alta de contas em atraso no último mês, com avanço de 6,37% na comparação com igual período de 2018. Logo em seguida aparecem o Sudeste, com aumento de 5,56%, e o Norte, com 2,08%. O Centro-Oeste teve o menor avanço, com 0,73%.

Quanto ao número de dívidas, o indicador aponta que nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste foram registrados recuos de 2,55%, 2,66% e 3,94%, respectivamente. Por outro lado, Sul e Sudeste apresentaram crescimento: no Sul houve avanço de 0,98% e no Sudeste alta de 1,02%.

Na avaliação do presidente da CNDL, José César da Costa, o cenário econômico adverso continua afetando a capacidade de pagamento das empresas, o que dificulta muitas delas a manter os compromissos financeiros em dia. “O faturamento das empresas e a sua capacidade de honrar as contas acabam sendo impactados pela fraca atividade econômica do país, que ainda sofre com alto desemprego e a renda achatada”, explica.

Dívida média é de R$ 5.563,06; 44% das empresas inadimplentes são estabelecimentos comerciais; maioria deve para setor de serviços

As empresas inadimplentes no país encerraram o último mês de setembro com uma dívida média de R$ 5.563,06. Pouco mais da metade (56%) possui pendências com valor superior a R$ 1.000,00, enquanto 44% têm abaixo dessa cifra. O valor médio atual é menor do que o observado no início da série, em 2010, quando correspondia a R$ 10.488,97 —  descontando valor da inflação.

O setor que concentra o maior número de empresas negativadas é o de comércio. Quatro em cada dez (44%) empresas inadimplentes são estabelecimentos comerciais. O ramo de serviços aparece com a segunda maior participação, concentrando 41% do total de pessoas jurídicas negativadas. Entre os setores devedores, quem lidera no crescimento do número de empresas negativadas também é o setor de serviços, com alta de 7,12% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já o comércio teve alta de 1,53%, enquanto a indústria apresentou aumento de 1,69%.

O principal credor das dívidas em nome de pessoas jurídicas é o setor de serviços, que inclui bancos e financeiras, com 70% do total de pendências. O comércio detém 17% de participação, ao passo que a indústria representa 12%. “A crise impactou todos esses setores, principalmente indústria e serviços. Pelos dados do IBGE, nenhum voltou ainda aos patamares que antecedem a crise. Com o alto índice de desemprego, as vendas estão apenas começando a reagir”, ressalta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Metodologia

O Indicador de Inadimplência das Empresas sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. Baixe o material completo em  https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos.