Meio ambiente
Brasil registra alta incidência de raios ultravioletas neste verão

Publicado em 10/03/2019 11:19

Reprodução

O Brasil está registrando alta incidência de raios ultravioletas neste verão. Em alguns horários, nem o protetor solar dá conta de evitar os perigos da exposição ao sol.

Sem ele, não há vida. Mas desse jeito é ameaça à saúde. Os raios mais agressivos do sol, os ultravioletas, são classificados por níveis. Quando passam de seis, são considerados altos.

Tons de roxo mostram a intensidade dos raios. Eles já atingiram níveis acima de onze, considerados extremos, em todo o país. Rio e Vitória já chegaram ao nível treze; São Paulo e Curitiba foram além: 14.

O astro rei bem no meio do céu azul quase sem nuvens. É lindo, né? Mas nesta beleza é que mora o perigo. Entre 11h e 14h, temos a maior incidência de raios solares que chegam à superfície. E a praia, paraíso para se refrescar, é na verdade o lugar que pode trazer mais riscos para nossa saúde. A areia reflete até 30% da radiação e os níveis extremos continuam até as 16h, 17h.

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“Pegando um bronze, né? Ficar mais bronzeada, mais corada. Estou muito branca”, diz a estudante Lais Salles. “Faz mal, os raios ultravioletas fazem mal para pele, mas a gente passa protetor e assim vai. Tenta se proteger um pouco”, completa.

Os riscos vão muito além do câncer de pele. Estes raios são capazes de alterar o funcionamento de células de defesa e diminuir a nossa imunidade.

“As pessoas vão pegando outras doenças correlatas. Então, é onde se tem mais infecção de pele, crianças ficam com mais dor de ouvido, dores de garganta, resfriados mais frequentes e as pessoas acham que é por causa do ar condicionado, coco gelado da praia. Na verdade, houve uma baixa da imunidade. Não adianta colocar protetor solar, roupas, foto proteção, ficar embaixo da barraca no horário de meio-dia. Não existe nenhuma foto proteção segura e que vai funcionar. Então, a sociedade de dermatologia e de pediatria recomenda não ir neste verão nos horários inadequados”, explica a dermatologista Ana Mósca.

Protetor em todo o corpo. Sem esquecer das pernas e dos pezinhos é sempre bom. Mas o que defende o Francisco do sol é uma regra que não devia ser desobedecida por ninguém.

“Sai de casa para passear entre 8h, 8h30, para chegando em casa 9h30, 10h no máximo. E se não deu tempo nesse período, vai passear só no final do dia, em torno de 17h, 17h30, 18h”, diz a médica Isabela Bussadi.