Mundo
Estátua misteriosa de aparência humana encontrada na Sibéria é 2X mais antiga que as pirâmides do Egito

Publicado em 13/06/2018 10:06

Reprodução

 No final da última Era do Gelo, quando os mamutes ainda andavam pela Terra, um grupo de pessoas na Sibéria derrubou uma árvore e começou a cortá-la em forma humana.

 

 

A imagem, que até hoje está envolta em mistérios, foi tema de um estudo recente publicado pela revista Antiquity. Os pesquisadores não só redefiniram sua idade, colocando-a como mais velha do que as pirâmides de Gizé, no Egito, como também sugeriram o seu uso, segundo informações da IFLScience.

- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -

 

O ídolo de madeira gigante foi encontrada em 1894, enterrado sob quatro metros de turfa no pântano de Shigir. Descoberta em pedaços, ela só foi reunida com todas as peças que restaram em 1914, revelando uma estátua de 5,3 metros de altura.

 

Passados 100 anos do primeiro contato com a peça, e graças aos avanços tecnológicos da época, os pesquisadores conseguiram testá-la para estimar sua idade. Por meio de testes de datação por radiocarbono feitos em dois pedaços, eles determinaram que ela tinha cerca de 9.800 anos de idade. No entanto, à época, muitos acadêmicos rejeitaram a hipótese de que fosse tão antiga, considerando que seria algo impossível para um objeto de madeira.

 

Assim, no estudo mais recente, e usando técnicas mais modernas, um novo grupo de pesquisadores resolveu testar novamente a estátua. Eles descobriam que ela havia sido esculpida a partir de um único tronco de madeira há 11.600 anos, caracterizando algo duas vezes mais antigo do que as pirâmides do Egito.

 

A descoberta, apesar de incrível, tem implicações mais amplas, especialmente as que envolvem o desenvolvimento de peças de arte monumentais por parte dos primeiros humanos que viveram no final da Era do Gelo. Curiosamente, a imagem de Shigir é muito semelhante a outras grandes estátuas do mesmo período encontradas em Göbekli Tepe, na Turquia. A única diferença, no entanto, é o material usado para a criação.

 

Isso sugere que a cultura de produzir obras de arte gigantes, simbólicas e presumivelmente usadas em rituais não se originou em um único lugar, mas sim em diferentes locais e na mesma época. No entanto, o que originou esse movimento artístico súbito ainda é algo pouco compreendido pelos pesquisadores e especialistas.

Fotos: Reprodução / IFL Science ]