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Jovem símbolo de protestos na Colômbia morre após ser atingido por projétil disparado pela polícia

Publicado em 26/11/2019 18:47

Reprodução

O jovem de 18 anos que se converteu no rosto dos protestos da Colômbia , Dilan Cruz, morreu na noite de segunda-feira, dois dias depois de ser atingido na cabeça por um projétil disparado pela tropa de choque da polícia. Sua morte, no dia em que se formava no Ensino Médio, foi a quarta confirmada desde que os protestos começaram, na última quinta-feira, e a primeira em Bogotá.

A notícia se espalhou rapidamente entre os milhares de jovens colombianos que prestavam homenagens ao rapaz, incluindo os que faziam vigília em frente ao hospital. Desde domingo, sabia-se que o estado de saúde de Dilan era grave, mas milhares de pessoas deixavam flores e acendiam velas em sua homenagem. Gritos de “Força, Dilan” e “Somos todos Dilan” também eram ouvidos em manifestações por todo o país. Após a confirmação da morte, panelaços e manifestações tomaram as ruas de diversos bairros de Bogotá.

— Queremos que o que aconteceu com Dilan não sirva para mais distúrbios, para criar mais violência, queremos que isso seja um gatilho para acabar com a violência e com todas as coisas ruins que estão acontecendo agora no país — disse sua irmã, Denis Cruz, que representou o estudante em sua formatura na manhã de segunda. — Assim como todo mundo, Dilan também quer paz.

Dilan havia chegado ao hospital na tarde de sábado em estado crítico , após duas paradas cardiorrespiratórias e com uma ferida perfurante em sua cabeça. Ele foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva. Seu estado entrou em declínio na segunda-feira, morrendo por volta das 22h de segunda-feira (0h de terça-feira, horário do Brasil), segundo o Hospital Santo Inácio, na capital.

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Bomba de gás alterada

O jovem, que queria estudar Administração, participava de uma passeata no centro de Bogotá no sábado quando, segundo a Defensoria Pública e a Fundação Paz e Reconciliação, foi atingido na cabeça por um artefato que parece ter sido lançado pelo Esquadrão Móvel Antidistúrbios (Esmad), a tropa de choque da polícia colombiana. Segundo a imprensa local e vídeos do resgate, a lesão teria sido causada por uma bomba de gás lacrimogêneo alterada com estilhaços, pedaços de metal e outros elementos que são envoltos em pedaços de pano tornando-a mais perigosa.

O caso, embora não seja a primeira denúncia de uso excessivo da força, caminha para se tornar símbolo da repressão aos protestos. Em um tuíte, o presidente Iván Duque, que convocou uma reunião com líderes dos protestos nesta terça-feira, lamentou a morte do estudante:

“Expressamos nossas sinceras condolências a sua mãe, seu avô e suas duas irmãs. Reitero minha solidariedade a esta família”, disse o presidente, que se viu obrigado a falar sobre o caso e anunciar uma investigação do ocorrido em meio à comoção pública.

Na segunda-feira, o líder colombiano se reuniu com representantes de empresas e dos sindicatos que organizaram a primeira marcha, na quinta-feira. Nesta terça, ele deverá se reunir com seu Gabinete e com o Comitê Nacional do Desemprego, que reúne sindicatos, estudantes e partidos da oposição, e organizou a primeira paralisação e os protestos iniciais.

Majoritariamente pacíficas, as manifestações começaram na semana passada, com grandes marchas na capital e em outras cidades, sendo seguidos por insistentes panelaços. Participantes de todas as idades protestam contra supostos planos econômicos de Duque, que incluiriam cortes salariais para jovens. Embora haja rumores sobre as reformas, o presidente diz que não apoia as medidas.

Os manifestantes também criticam o governo por negligência para proteger ativistas de direitos humanos. Segundo a defensoria pública colombiana, entre maio de 2018 e maio de 2019, 196 líderes sociais foram assassinados. Muitas pessoas também pedem que o governo implemente totalmente o acordo de paz firmado em 2016 com os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que Duque tentou sem sucesso modificar.

O “grande diálogo nacional” proposto por Duque deve durar até março e incluir propostas sobre questões sociais e luta contra a corrupção. O presidente fez um convite para os cidadãos apresentarem propostas de como melhorar a Colômbia, mas não está claro que tipo de abertura terão com o presidente, nem como o mecanismo se traduzirá em medidas concretas.

Manifestantes fazem panelaço do lado de fora do Congresso colombiano após um dia de protestos Foto: RAUL ARBOLEDA / AFP

O jovem de 18 anos que se converteu no rosto dos protestos da Colômbia , Dilan Cruz, morreu na noite de segunda-feira, dois dias depois de ser atingido na cabeça por um projétil disparado pela tropa de choque da polícia. Sua morte, no dia em que se formava no Ensino Médio, foi a quarta confirmada desde que os protestos começaram, na última quinta-feira, e a primeira em Bogotá.

A notícia se espalhou rapidamente entre os milhares de jovens colombianos que prestavam homenagens ao rapaz, incluindo os que faziam vigília em frente ao hospital. Desde domingo, sabia-se que o estado de saúde de Dilan era grave, mas milhares de pessoas deixavam flores e acendiam velas em sua homenagem. Gritos de “Força, Dilan” e “Somos todos Dilan” também eram ouvidos em manifestações por todo o país. Após a confirmação da morte, panelaços e manifestações tomaram as ruas de diversos bairros de Bogotá.

— Queremos que o que aconteceu com Dilan não sirva para mais distúrbios, para criar mais violência, queremos que isso seja um gatilho para acabar com a violência e com todas as coisas ruins que estão acontecendo agora no país — disse sua irmã, Denis Cruz, que representou o estudante em sua formatura na manhã de segunda. — Assim como todo mundo, Dilan também quer paz.

Dilan havia chegado ao hospital na tarde de sábado em estado crítico , após duas paradas cardiorrespiratórias e com uma ferida perfurante em sua cabeça. Ele foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva. Seu estado entrou em declínio na segunda-feira, morrendo por volta das 22h de segunda-feira (0h de terça-feira, horário do Brasil), segundo o Hospital Santo Inácio, na capital.

Bomba de gás alterada

O jovem, que queria estudar Administração, participava de uma passeata no centro de Bogotá no sábado quando, segundo a Defensoria Pública e a Fundação Paz e Reconciliação, foi atingido na cabeça por um artefato que parece ter sido lançado pelo Esquadrão Móvel Antidistúrbios (Esmad), a tropa de choque da polícia colombiana. Segundo a imprensa local e vídeos do resgate, a lesão teria sido causada por uma bomba de gás lacrimogêneo alterada com estilhaços, pedaços de metal e outros elementos que são envoltos em pedaços de pano tornando-a mais perigosa.

O caso, embora não seja a primeira denúncia de uso excessivo da força, caminha para se tornar símbolo da repressão aos protestos. Em um tuíte, o presidente Iván Duque, que convocou uma reunião com líderes dos protestos nesta terça-feira, lamentou a morte do estudante:

“Expressamos nossas sinceras condolências a sua mãe, seu avô e suas duas irmãs. Reitero minha solidariedade a esta família”, disse o presidente, que se viu obrigado a falar sobre o caso e anunciar uma investigação do ocorrido em meio à comoção pública.

Na segunda-feira, o líder colombiano se reuniu com representantes de empresas e dos sindicatos que organizaram a primeira marcha, na quinta-feira. Nesta terça, ele deverá se reunir com seu Gabinete e com o Comitê Nacional do Desemprego, que reúne sindicatos, estudantes e partidos da oposição, e organizou a primeira paralisação e os protestos iniciais.

Majoritariamente pacíficas, as manifestações começaram na semana passada, com grandes marchas na capital e em outras cidades, sendo seguidos por insistentes panelaços. Participantes de todas as idades protestam contra supostos planos econômicos de Duque, que incluiriam cortes salariais para jovens. Embora haja rumores sobre as reformas, o presidente diz que não apoia as medidas.

Os manifestantes também criticam o governo por negligência para proteger ativistas de direitos humanos. Segundo a defensoria pública colombiana, entre maio de 2018 e maio de 2019, 196 líderes sociais foram assassinados. Muitas pessoas também pedem que o governo implemente totalmente o acordo de paz firmado em 2016 com os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que Duque tentou sem sucesso modificar.

O “grande diálogo nacional” proposto por Duque deve durar até março e incluir propostas sobre questões sociais e luta contra a corrupção. O presidente fez um convite para os cidadãos apresentarem propostas de como melhorar a Colômbia, mas não está claro que tipo de abertura terão com o presidente, nem como o mecanismo se traduzirá em medidas concretas.

Manifestantes fazem panelaço do lado de fora do Congresso colombiano após um dia de protestos Foto: RAUL ARBOLEDA / AFP

O jovem de 18 anos que se converteu no rosto dos protestos da Colômbia , Dilan Cruz, morreu na noite de segunda-feira, dois dias depois de ser atingido na cabeça por um projétil disparado pela tropa de choque da polícia. Sua morte, no dia em que se formava no Ensino Médio, foi a quarta confirmada desde que os protestos começaram, na última quinta-feira, e a primeira em Bogotá.

A notícia se espalhou rapidamente entre os milhares de jovens colombianos que prestavam homenagens ao rapaz, incluindo os que faziam vigília em frente ao hospital. Desde domingo, sabia-se que o estado de saúde de Dilan era grave, mas milhares de pessoas deixavam flores e acendiam velas em sua homenagem. Gritos de “Força, Dilan” e “Somos todos Dilan” também eram ouvidos em manifestações por todo o país. Após a confirmação da morte, panelaços e manifestações tomaram as ruas de diversos bairros de Bogotá.

— Queremos que o que aconteceu com Dilan não sirva para mais distúrbios, para criar mais violência, queremos que isso seja um gatilho para acabar com a violência e com todas as coisas ruins que estão acontecendo agora no país — disse sua irmã, Denis Cruz, que representou o estudante em sua formatura na manhã de segunda. — Assim como todo mundo, Dilan também quer paz.

Dilan havia chegado ao hospital na tarde de sábado em estado crítico , após duas paradas cardiorrespiratórias e com uma ferida perfurante em sua cabeça. Ele foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva. Seu estado entrou em declínio na segunda-feira, morrendo por volta das 22h de segunda-feira (0h de terça-feira, horário do Brasil), segundo o Hospital Santo Inácio, na capital.

Bomba de gás alterada

O jovem, que queria estudar Administração, participava de uma passeata no centro de Bogotá no sábado quando, segundo a Defensoria Pública e a Fundação Paz e Reconciliação, foi atingido na cabeça por um artefato que parece ter sido lançado pelo Esquadrão Móvel Antidistúrbios (Esmad), a tropa de choque da polícia colombiana. Segundo a imprensa local e vídeos do resgate, a lesão teria sido causada por uma bomba de gás lacrimogêneo alterada com estilhaços, pedaços de metal e outros elementos que são envoltos em pedaços de pano tornando-a mais perigosa.

O caso, embora não seja a primeira denúncia de uso excessivo da força, caminha para se tornar símbolo da repressão aos protestos. Em um tuíte, o presidente Iván Duque, que convocou uma reunião com líderes dos protestos nesta terça-feira, lamentou a morte do estudante:

“Expressamos nossas sinceras condolências a sua mãe, seu avô e suas duas irmãs. Reitero minha solidariedade a esta família”, disse o presidente, que se viu obrigado a falar sobre o caso e anunciar uma investigação do ocorrido em meio à comoção pública.

Na segunda-feira, o líder colombiano se reuniu com representantes de empresas e dos sindicatos que organizaram a primeira marcha, na quinta-feira. Nesta terça, ele deverá se reunir com seu Gabinete e com o Comitê Nacional do Desemprego, que reúne sindicatos, estudantes e partidos da oposição, e organizou a primeira paralisação e os protestos iniciais.

Majoritariamente pacíficas, as manifestações começaram na semana passada, com grandes marchas na capital e em outras cidades, sendo seguidos por insistentes panelaços. Participantes de todas as idades protestam contra supostos planos econômicos de Duque, que incluiriam cortes salariais para jovens. Embora haja rumores sobre as reformas, o presidente diz que não apoia as medidas.

Os manifestantes também criticam o governo por negligência para proteger ativistas de direitos humanos. Segundo a defensoria pública colombiana, entre maio de 2018 e maio de 2019, 196 líderes sociais foram assassinados. Muitas pessoas também pedem que o governo implemente totalmente o acordo de paz firmado em 2016 com os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que Duque tentou sem sucesso modificar.

O “grande diálogo nacional” proposto por Duque deve durar até março e incluir propostas sobre questões sociais e luta contra a corrupção. O presidente fez um convite para os cidadãos apresentarem propostas de como melhorar a Colômbia, mas não está claro que tipo de abertura terão com o presidente, nem como o mecanismo se traduzirá em medidas concretas.

Manifestantes fazem panelaço do lado de fora do Congresso colombiano após um dia de protestos Foto: RAUL ARBOLEDA / AFP
Rodrigo Londono assumiu responsabilidade pelos sequestros em nome das FARC Foto: LUISA GONZALEZ / REUTERS