Política
PSOL proíbe alianças com partidos que integram base de Bolsonaro

Publicado em 11/08/2020 11:51

Reprodução

A Direção Nacional do PSOL, com representação de todas as regiões do Brasil, decidiu em reunião virtual a proibição de alianças com partidos que integram a base do governo Bolsonaro e direita clássica, além de mudar a lógica da distribuição do Fundo Eleitoral.

A proibição dá-se em virtude dos fatos ocorridos desde 2016 com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) até as medidas tomadas pelo atual governo em relação aos direitos sociais, trabalhistas, entre outros.

Além disso, a legenda apontou que os partidos possuem relativa autonomia na distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral e o PSOL vai partilhar esse recurso com base em sua coerência política, as negras e negros, mulheres, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência, que saírem candidatas e candidatos nas eleições de 2020, receberão mais recursos que os demais. “Democracia não é impor uma maioria, mas respeitar a diversidade e o desequilíbrio social”, disse o presidente do PSOL na Paraíba, que também é membro do Diretório Nacional, Tárcio Teixeira, em nota.

“Nas eleições de vereador é comum as pessoas tentarem separar pessoas de partidos, relações pessoais de políticas, votar na majoritária e esquecer o Legislativo Municipal. Espero que agora em 2020 isso mude, que seja dada a devida atenção para as eleições proporcionais, que saibamos que esses elementos (pessoas e partidos) são inseparáveis não ‘apenas’ por questões ideológicas, mas por aspectos práticos da atuação parlamentar”, afirmou.

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O presidente ainda ressaltou: “Que as eleitoras e os eleitores não votem em candidatos mergulhados em projetos verticalizados já conhecidos por suas características negativas e controlados por suas coligações e composições nas gestões municipais e estaduais. Acredito no voto em projetos construídos de forma coletiva por pessoas. É hora de virar o Legislativo Municipal”, finalizou.