Saúde
Agevisa alerta para importância de paciente se informar sobre calibragem de mamógrafos

Publicado em 10/02/2020 18:37

Reprodução

A Agência Estadual de Vigilância Sanitária divulgou alerta às mulheres que integram a faixa etária passível de se submeter à mamografia (50 a 69 anos de idade, segundo recomendações do Ministério da Saúde) para que procurem se informar, nos serviços médicos que realizam o exame, se os equipamentos passaram pelo obrigatório controle de qualidade previsto na legislação sanitária vigente. O alerta foi veiculado no informativo Momento Agevisa, que vai ao ar semanalmente dentro da programação do Jornal Estadual da Rádio Tabajara (AM-1110 e FM-105.5).

Segundo informou a diretora-técnica de Ciência e Tecnologia Médica e Correlatos da Agevisa/PB, Helena Teixeira de Lima Barbosa, para que haja a desejada fidelidade nos resultados dos exames mamográficos, os mamógrafos devem estar sempre devidamente calibrados por empresas especializadas no Controle de Qualidade em Radiodiagnóstico.

“Se os mamógrafos não estiverem perfeitamente calibrados, as pacientes ficam expostas a riscos extremos que podem ocorrer a partir de resultados falso-positivos ou falso-negativos capazes de levar à ocorrência de procedimentos desnecessários ou à não realização de tratamento médico de extrema necessidade”, explicou a diretora-técnica. Tais situações, segundo ela, põem em perigo, tanto a vida de mulheres que não tenham câncer de mama, mas que sejam diagnosticadas como portadoras da doença, quanto daquelas que tenham a doença, mas que sejam diagnosticadas com resultados falso-negativos dos exames a que foram submetidas.

Cadastro na Agevisa – Helena Lima lembrou aos donos dos estabelecimentos que oferecem exames de mamografia sobre a obrigatoriedade de só contratarem serviços de controle de qualidade em radiodiagnóstico médico e odontológico cujos laudos sejam realizados, analisados e assinados exclusivamente por profissionais cadastrados na Agevisa/PB. “Todos os cadastros devem ser atualizados e/ou renovados anualmente, e as empresas prestadoras de serviços de controle de qualidade que substituírem profissionais e/ou equipamentos relacionados no cadastro junto à Agevisa/PB terão que comunicar imediatamente ao órgão as mudanças ocorridas, sob pena de suspensão das atividades”, informou a diretora.

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RDC nº 02/2017 – A prestação de serviços de controle de qualidade dos equipamentos de radiodiagnóstico médico e odontológico, no âmbito do Estado da Paraíba, é regulamentada pela Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº 02, de 25 de julho de 2017/Agevisa, disponível no portal agevisa.pb.gov.br/, no link “Legislação”. Sobre o manuseio dos mamógrafos nos serviços que oferecem a mamografia, a diretora-técnica Helena Lima informou que tais equipamentos devem ser operados por profissionais de Radiologia, para garantir a segurança da paciente e do operador.

A diretora-técnica de Ciência e Tecnologia Médica da Agevisa acrescentou que, uma vez observadas as condições dos equipamentos e a qualificação dos profissionais que os operam, o exame de mamografia é seguro e não coloca a saúde das pacientes em risco.

História da mamografia – A história da mamografia no mundo já tem mais de 100 anos, e este tipo de exame é fundamental para a detecção precoce do câncer de mama. Os primeiros estudos relacionados à utilização de métodos de imagens para avaliação das mamas datam de 1913, na Alemanha, dezoito anos depois do surgimento do raio-X (em 1895), também no território alemão.

Conforme a literatura especializada, a primeira máquina dedicada à mamografia foi lançada em 1966. Até então, as imagens das mamas eram produzidas por máquinas convencionais de raios-X, que produziam resultados muito pobres e aplicavam altas doses de radiação nas pacientes. A partir do surgimento do primeiro mamógrafo, várias empresas passaram a fabricar modelos semelhantes e originaram, com isso, a primeira geração de aparelhos destinados especificamente ao exame das mamas.

Na década de 2000 os mamógrafos tradicionais passaram a ser substituídos por aparelhos digitais de alta capacidade, permitindo uma maior fidelidade dos exames.