Saúde
HULW confirma terceira vítima diagnosticada com malária

Publicado em 11/04/2019 22:35

Reprodução

Uma mulher de 40 anos foi confirmada como a terceira vítima diagnosticada com malária no Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), em João Pessoa, nesta quinta-feira (11). Ela deu entrada nessa quarta (10) com os sintomas da doença que, através de exames rápidos, foi confirmada.

 

Segundo a assessoria do hospital, a paciente é de Jacumã, em Conde, e apresentava quadro de febre alta, dor de cabeça, suor frio, entre outros, há uma semana. O estado de saúde é considerado estável e ela deve passar por outros exames para que seja identificado o tipo de malária.

Primeiro caso

A paciente de 35 anos diagnosticada com malária no início deste mês recebeu alta no fim da tarde dessa terça-feira (9) do HULW após tratamento. O caso foi o primeiro registrado no município de Conde, na Grande João Pessoa, neste ano, e confirmado dia 2 de abril. Ela deu entrada no HULW no dia 29 de março com sintomas da doença.

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Segundo caso

O segundo caso registrado foi de um homem de 53 anos, que permanece internado no mesmo hospital. Ele foi transferido e deu entrada no HULW na última sexta-feira (5) vindo do Trauminha, já com a doença confirmada. Segundo a assessoria, o estado de saúde dele também é considerado estável.

Combate à malária

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou, na segunda-feira (8), o calendário de intensificação das ações de combate à malária. Na última sexta-feira (5), foi confirmado o segundo caso da doença no município de Conde (Litoral Sul), onde já vêm sendo desenvolvidas atividades desde que foi registrado o primeiro caso, no último dia 29 de março.

No âmbito estadual, a secretaria vem disponibilizando técnicos para a ação de busca ativa de novos casos, realizando capacitação dos profissionais de Conde para técnica do teste rápido e coleta de lâminas. Até o momento, segundo a gestão estadual, os resultados têm sido negativos.

Na cidade de Conde foi realizada busca ativa na casa onde moram os venezuelanos e todos os testes também deram negativo. As equipes da SES estão trabalhando em regime de plantão, nos fins de semana, para oportunizar a detecção dos casos, por meio de equipes no território, e ainda está sendo feita ação, em nível estadual, pela Gerência Executiva de Vigilância em Saúde (Gevs), para esclarecimentos, regulação dos fluxos, nas suspeitas de novos casos.

Nessa quarta-feira (10), em Conde, haverá uma ação de educação em saúde, com divulgação das informações de sintomas iniciais para a comunidade; na quinta-feira (11), às 9h, haverá um manejo clínico, com uma infectologista, para os médicos e enfermeiros daquele município, para a detecção e condução de caso suspeito de malária.

Dentro das orientações, os moradores de Conde estão desaconselhados a fazer doação de sangue no período de um ano.

Dentro da política de estender para todo o estado as ações de combate à doença, a SES atuou em Tavares, no Sertão. Nessa segunda-feira (8), houve uma agenda intersetorial com as Secretarias do município (Turismo, Comunicação, Limpeza e Urbanismo, Educação e Meio Ambiente), para trabalhar nos cuidados de prevenção, como o uso de repelentes, evitar ficar próximo de matagais e rios.

Ainda aconteceram ações educativas nas escolas; utilização de carro de som, limpeza das margens de rios e uso de carro ‘fumacê’. Tavares é a cidade natal do segundo paciente diagnosticado com a malária que atualmente trabalha em Conde, onde pode ter sido infectado.

PB não é área endêmica

A Paraíba não é área endêmica para a doença, porém possui quatro espécies de vetores do gênero anopheles: Anopheles aquasalis; An. albitarsis; An.bellator e An. argyritarsis

De 1994 a 2018, foram notificados, na Paraíba, 175 casos suspeitos de malária. Destes, 70 são de pacientes residentes na Paraíba e todos foram registrados como casos importados, ou seja, pessoas que se deslocaram para regiões endêmicas, foram infectadas e retornaram para o estado de residência. Nenhum óbito foi registrado.

A SES enfatiza que os casos em questão são os primeiros notificados na Paraíba em 2019, sendo estes autóctones (originários do local em que habita) e sem histórico de transfusão sanguínea.