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Vale a pena comprar um modelo de entrada da Xiaomi?

Publicado em 22/04/2019 23:17

Reprodução

Analisamos os prós e os contras da compra de um smartphone de entrada da fabricante chinesa no Brasil

Apesar das boas novidades para o comércio brasileiro de smartphones em 2019, nosso mercado ainda é bastante polarizado. O brasileiro já amadureceu quando o assunto são smartphones intermediários e topos de linha, mas a realidade da categoria de entrada mostra que este ainda é um nicho a ser muito trabalhado. Fabricantes locais como Positivo, SEMP TCL e Multilaser estão tentando preencher essa lacuna, mas claramente não conseguiram obter sucesso. Neste cenário, será que vale a pena comprar um modelo de entrada da Xiaomi no Brasil?

Na semana passada, publicamos o hands-on do Redmi Go, o smartphone de entrada da Xiaomi, lançado no início de 2019. Assim como seus competidores no mercado nacional, o smartphone foi criado em parceria com a Google e roda com o sistema operacional para celulares com hardware limitado, o Android Oreo Go.

 

Quando comparamos este aparelho, aos modelos disponíveis no varejo nacional, levando em consideração a ficha técnica e o preço dos dispositivos, a Xiaomi leva clara vantagem, porém, existem dois fatores importantes que devem ser considerados antes de optar pelo Redmi Go em detrimento aos modelos de entrada nacionais.

Antes de continuar, é preciso deixar bem claro que dizer que um smartphone pertence à categoria de entrada significa que o modelo possui configurações modestas e, consequentemente, custa bem mais barato. Esses celulares costumam ser os primeiros modelos que os usuários compram quando decidem começar a usar um celular inteligente, por isso, foram batizados como aparelhos de entrada. Contudo, hoje, essa definição é mais abrangente, pois também serve para classificar a compra de smartphones baratinhos, mas que já são a terceira aquisição de uma pessoa, como consequência da atualização do modelo para uma versão mais recente do software ou mesmo do hardware.

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Alguns dados interessantes sobre os smartphones de entrada no mercado nacional. Segundo o Google, mais de 10 milhões de smartphones com memória RAM de 1GB foram vendidos no Brasil só em 2017. Como parte deste mercado, temos a comercialização dos smart feature phones, também conhecidos como celulares simples com Internet. Até 2022, é esperado que este mercado venha a receber mais de 9,6 milhões de usuários.

E nessa categoria temos hoje no varejo nacional o Multilaser MS50G, o Positivo Twist Mini 2019 e o SEMP Go! 3c. Tanto a Multilaser quanto a Positivo possuem variantes destes modelos com componentes internos melhores, porém, ficam acima da faixa de preço de R$300,00. Com exceção MS50G, os outros dois aparelhos possuem a metade da memória RAM do Redmi Go, que já é limitada a 1GB. Além disso, o modelo de entrada da Xiaomi possui uma capacidade maior de bateria, visto que oferece 3.000mAh, enquanto o MS50G tem 2.200mAh, o Twist Mini 2019 tem 1.500mAh, e o Go! 3c vem com 1.400mAh.

 

Ao lado dos modelos de entrada nacionais, temos duas grandes vantagens: a venda oficial dos aparelhos no varejo nacional e a certificação de homologação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Sim, você encontra revendedores do Redmi Go nas principais lojas online do país, oferecendo o aparelho na mesma faixa de preço dos dispositivos da Positivo, da Multilaser e da SEMP TCL, porém, a garantia na maioria dos casos é de apenas 3 meses.

Em relação à homologação da Anatel, as coisas são um pouco mais complicadas, pois, como o produto já está no estoque dos revendedores em território nacional, dificilmente você teria problemas com a retenção do aparelho pela Polícia Federal. Contudo, após o reconhecimento do IMEI do aparelho pela Anatel, o mesmo poderia ser bloqueado em conformidade com o projeto Celular Legal. Com isso, você corre o risco de não poder usar o aparelho. A boa notícia neste quesito é que, de acordo com o canal Pinguins Móveis, o modelo estaria em processo de homologação pelo órgão público, mas nenhuma empresa manifestou ter entrado com pedido junto à Anatel.

 

Por fim, mas não menos importante, é preciso pesquisar se o modelo vendido pelo representante no Brasil está em conformidade com às redes móveis nacionais. Felizmente, a versão Global do Redmi Go é compatívelcom as principais redes móveis do 4G, 3G e 2G nacionais, das principais operadoras.

Logo, olhando para as especificações técnicas do Redmi Go em comparação com aquilo que temos hoje disponível no mercado nacional na categoria de entrada, vale a pena investir neste modelo da Xiaomi. Porém, temos que levar em consideração os riscos do aparelhos não ser vendido no país oficialmente, bem como o fato do dispositivo ainda não ter passado pela homologação da Anatel.

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